quinta-feira, 23 de julho de 2009

Socorro

A minha casa continua pintando e agora eles, os moços, estão no escritório e desmontaram tudo... Saudades Márcia Lopes
Como diria a Oprah Winfrey I'll be rigth back, acho que dia 28 estarei de volta. Não me abandonem...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Das forças da Natureza



Tem dias em que eu acordo e
Parece que engoli um
oceano

As ondas
Estouram no meu peito
Sua água salgada me escorre pelos olhos
Uma melancolia...
Uma fúria devastadora.

Esta noite eu sonhei que
uma tissunami invadia copacabana
e atingia o prédio que eu moro
Do outro lado do
Morro

Tem dias que eu acordo e
Eu engoli um oceano em fúria
Tem dias em que eu acordo e
Um oceano me invade

Tem dias em que eu acordo e
Sou um navio naufragando
Ondas enormes me partem, me batem
Nunca vi tanta fúria
Ondas enormes me invadem
Ondas espumam de raiva
Eu em naufrágio
Tem dias em que eu acordo
E...
Tudo o que me resta
È o desejo de calmaria
Tem dias que simplesmente
Nem acordo,
Mas ainda assim
Há um mar revolto lá fora

Tem dias em que eu acordo e
Engoli uma floresta em chamas.
Vou ardendo o dia todo
Que dor
O fogo é furioso
Implacável
me cega
me toca
me arde
Vai queimando tudo
E me deixa um vazio por dentro
Mesmo quando passa a dor
do arder e não do ardor

Tem dias que não há mais o que queimar
Só há chamas
Tu não me chamas
Tu não me amas
Ninguém me ama (não resisti)

Tem dias que eu não devia acordar
Tem dias que são cinzas
Queria acordar cinzas


Tem dias em que eu acordo e acredito que engoli um
Vulcão em erupção
Vulcão que eu acreditava já estar
Extinto
Vulcão que já deveria ter se transformado em
pedras
Antigos rancores e ressentimentos
Mágoas de berço,
Mágoas da vida inteira.
As vou guardando
Até não poder mais
Reter
E de repente vem,
Vem nos dias em que eu acordo e
Certamente engoli um vulcão em erupção
As mágoas e rancores se transformam em
Ódio,
Só quem odeia sabe como
dói
Como impede como limita
O vulcão erupe
E eu me vejo derramar em fogo
Velhas mágoas que não viram
pedras
E que me atiram às
pedras
Não posso com esse vulcão
me doem as
pedras
que me atiram
Eu me
atiro
Se não me
Retiro. Explodo. Queimo
A tudo e a todos
Sou implacável
Não me poupo
Depois de
Tudo
Só me
Resta
Virar
Pedra
Vidrar


Tem dias em que
Eu acordo e
Engoli
Um barril de Pólvoras
Pólvora
Fininha
Explode
Aos pouquinhos
Explode o tempo todo
Dói
Não alivia
Apenas doi
Destroi
Corroe
Engoli Póvora
Estouro
Mas,
Também
Tem dias em que eu engoli
Pólvora e
Grito fogos de
Alegria
Brilho
estrelas libertadoras
O
Bom
É que sempre
Tem um dia depois do
Outro
Com ou sem
Pólvora
Com ou sem fogos de artifício.

Tem dias em que acordo e
Estou sem as
Asas
O muro é alto
A parede escura e
Estou sem asas
Acordo e estou pesada
Acordo
Pesada e sem asas
Pesada não posso voar
Sem asas
Não posso imaginar
Tem dias em que eu acordo
E o meu pensamento precisa de rampa

Tem dias em que eu acordo e
Sou uma fazenda
Centenária
Cheia de portas e janelas
Amanheço
As portas me batem na cara
E as janelas nunca se abrem
Não me recordo o porquê
Jung lembra
Freud explica
Memória centenária
Mágoa de outrem
Pecado original
Tem dias em que acordo e não
Recordo
As janelas nunca abrem
As portas me partem
Eu parto.

Márcia Lopes (não corrigi,não terminei...) aceito sugestões!!!

domingo, 12 de julho de 2009

Tinha guacamole sim!!!


Há pouco menos de um mês, quando dizia que ia fazer uma festinha mexicana para reunir a família a pergunta era sempre a mesma: Vai ter guacamole? Meu irmão caçula dizia: - se não tiver guacamole nem entra. Ameaçada! E querendo agradar a todos, inclusive a mim, pedi ao marido que não esquecesse de trazer de pampa-linda abacates que, apesar de modestos, iam fazer toda a diferença aos apreciadores de produtos orgânicos. O marido,obediente!, chegou com uma sacolinha cheia de abacates, que eu deixei num cantinho.


Passei os últimos dias muito atarefada com a pintura da casa, a doença da srta12 e os probleminhas de dona de casa de sempre: Compras, comida, dentista, leva e traz, bolinhos para vender etc e tal e infinito e além... E só me lembrei dos abacates dois dias antes do jantar mexicano. Apavorada corri para a sacolinha esquecida num cantinho e fui conferir se estavam maduros. Mais apavorada, notei que só havia dois mínimos abacatinhos maduros. Lembrei que vovó enrolava no jornal abacates ou bananas para amadurecer e mais aliviada enrolei tudo e coloquei no forno para ficar bem abafadinho. Covarde, nem conferi se ia dar certo.


Quinta-feira, na véspera do evento, fui com meus irmãos ao Bar Lagoa para tomar um chopinho (eu só tomei quatro!) e jogar conversa fora. Minha irmã me entregou uma sacolona cheia de produtos para o jantar mex, tacos, tortillas, chilis... e, também uma receitinha, com letrinhas em corpo 10, de uma iguaria que "eu nunca vi nem comi e só ouço falar".


Sexta-Feira chegou, a minha ajudante faltou, não pode me ajudar e eu passei o dia todo em função do jantar. Sem esquecer que era aniversário de srta 12 e de levar srta 13 para lá e para cá. Fiz as últimas compras. Em casa comecei a fazer a receitinha (corpo 10), passei o dia colocando e tirando óculos(para leitores que já passaram dos quarenta). Mas, provei e estava uma delícia. Fiz uma carninha moída com temperos mexicanos, improvisei um sour cream, cortei muito tomate muita cebola e muito coentro lavei as alfaces deixei tudo na casa do meu irmão. Ah! Antes de sair lembrei dos abacates amadurecendo com as notícias. Estavam maduros no ponto certo! Alívio!


A guacamole ficou ótima (foi minha irmã quem fez na hora) e o resto do jantar todo também. Duda meu irmão disse: -Quando vocês duas disseram que iam fazer um jantar mexicano, eu não levei a menor fé, mas esta tudo uma delícia. Vocês me surpreeenderam! E todos viveram felizes para sempre, sem contar calorias.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Só para dar um alô

Estou sem tempo de escrever.
Agora além de mãe, dona-de-casa, patroa, motorista, professora particular, estou acumulando as funções de enfermeira (srta11 pegou uma gripe que não é a do porco!), mestre de obras, compradora, decoradora e porteira. A minha casa está em obras e sou eu quem faço tudo, escolho o que comprar, embalo todas as coisas para não pegar poeira, lido com o pintor (que acha que mulher só tem dois neurônios e que os mesmos dois não servem para nada), faço o projeto do armário, da janela etc e tal e infinito e além.
Não bastasse tudo isso, minha querida irmã está no Rio de férias. Nós duas inventamos uma festinha mexicana para que ela possa estar com toda família sem ter que ir um dia na casa de cada um para agradar a todos e na verdade não agradar ninguém. Nós inventamos, ela trouxe os produtos da américa, meu irmão entra com a casa e com as bebidas e eu vou fazer o jantar. Vai me dar um trabalhão neste momento da minha vida, mas farei com todo prazer, adoro cozinhar, adoro festas e adoro reunir a família. Vou a proveitar e comemorar!!! Srta 11 a partir de
sexta-feira atende por senhorita 12.
Consegui me inscrever para a natação e já está quase na hora, vou dar umas braçadas para começar bem o dia.







sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dois Rios


De repente a gente se torna íntimo de umas coisas. Agora estou íntima do Rio Negro e do Solimões. Não, da dupla sertaneja não, dos rios mesmo, que dividem a cidade de Manaus. Dividem a cidade de Manaus? Será? A verdade: não sei se fico tão íntima assim. Talvez eu fique sufocada com tanta notícia. Não, com tanta notícia não. Com a mesma notícia, repetida mil vezes.

Ultimamente, as notícias sobre o nível das águas do Rio Negro e do Rio Solimões, parecem até a cotação da bolsa de Nova Iorque: tem previsão e tudo. Hoje vai subir tanto, amanhã vai continuar subindo; tendência de queda a partir da próxima quarta-feira.

Na verdade, já tinha tido uma certa intimidade com a dupla: Rio Negro e Solimões, meu pai, homem culto e íntimo de muitas coisas nos contou ao jantar sobre o encontro das águas dos rios.

Naquele tempo, as famílias se sentavam à mesa para fazer as refeições. Todos os membros deveriam estar presentes. Não importava se estivessem indispostos ou sem fome ou se tivessem brigado uns com os outros. Alguém chamava: O jantar está na mesa! E, em pouco tempo, a família se reunia em torno da távola que podia ser redonda ou não
.
Lá em casa meu pai era o chefe da família. Isto queria dizer que ele se sentava à cabeceira, que o jantar só era servido quando ele chegava do trabalho e que o cardápio era composto de acordo com seus gostos e seu apetite. Ninguém questionava e todos respeitavam.

Meu pai falava o jantar inteirinho. Foi jantando que aprendi que branco é a soma de todas as cores, que preto é ausência de luz. Ouvia falar das aventuras do Saint Exupéry, do Fernão Dias Paes Leme, dos canibais do livro do Jean de Lery, ouvia-o declamar com paixão: Castro Alves. “Levantai-vos heróis do Novo Mundo! Andrada! Arranca esse pendão dos ares! Colombo fecha a porta dos teus mares!”.

Nunca fui uma boa aluna, melhor, sempre fui péssima aluna. Era considerada a burrinha da casa e por isso mesmo, ficava o jantar todo calada. Abria a boca para pedir que me passassem o pão, a água, ou qualquer outra coisa. Meus irmãos (os meninos) brincavam ou brigavam. Minha mãe dava ordens: -Pode tirar! -Traga o sal! -Senta direito menino. E minha irmã mais velha, na cabeceira oposta a de meu pai ouvia. Sempre me pareceu que meu pai falava só para ela.

Naquela época, não faltava assunto. Não falávamos de crimes, roubos, escândalos, novelas, programas de show da realidade. Não sei se era porque a imprensa tinha menos meios ou se porque a censura era implacável e não deixava passar nada, fazendo com que os editores e redatores se dedicassem mais ao texto e tivessem mais critério quanto a escolha do assunto.

Evito a censura. Sou contra alguém me dizer o que posso ou não saber, falar, imaginar, aprender. Sou a favor da autocensura. Escolher o que ler, ouvir, ver, aprender, amar, faz parte da liberdade necessária ao ser humano. Não me sinto livre, quando por causa de qualquer acontecimento banal, como a morte precoce de um ídolo pop, eu seja obrigada a passar meu dia sendo bombardeada com opiniões de uma unanimidade burra de todos os que não sabem o que é liberdade. Que não tem liberdade nem para escolher um assunto, que precisam vender. Vender uma imagem. Vender um produto. Intercalar os anúncios, com alguma notícia para justificar a existência de comerciais, de produtos que como tais notícias não interessam a ninguém.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Azul de bolinhas brancas


Ontem fui caminhar na praia de botafogo. Fui devagarinho, pensando na morte da bezerra, tomando fôlego para começar a semana da minha vida de madame. No caminho lembrei que queria falar do filme que vi na tardinha de sábado de inverno e fiquei falando de pipocas e não falei do filme.

Na verdade o nome do filme era "Há quanto tempo que te amo". Era um filme francês daqueles que você se senta à mesa com os personagens e se sente um tanto à vontade, quase pedindo para alguém passar o sal.

Fiquei tão a vontade que fiquei reparando nos aventais dos personagens. Todos da casa participavam do trabalho doméstico, e cada avental era mais bonito que o outro. Alta costura francesa.
De repente no meio do filme, me lembrei de um aventalzinho que minha vó fez para mim quando eu era pequena, com 9 talvez, não mais que isso. Acho que vem dai minha paixão por bolinhas: O aventalzinho, na verdade era um vestidinho em tecido azul de bolinhas brancas. Era um modelinho moderno, transpassado e que tinha uma maneira toda especial de vestir. Amarrava a frente nas costas e as costas na frente. Vovó ficou contente de me fazer aquele vestidinho, e eu chorei quando o reencontrei no cinema. Chorei demais para aquele momento do filme, apesar de ser um dramalhão.


domingo, 28 de junho de 2009

Há quanto tempo te amo

Ontem fui ao cinema. Meu programa de tardezinha de sábado predileto. Me sinto a pessoa mais feliz do mundo, quando consigo arranjar um tempinho para ir ao cinema. Gosto de ir sozinha. Sou uma pessoa neurótica. Se tem alguém comendo pipoca do meu lado, não consigo curtir o filme e fico olhando para a pessoa como se ela estivesse praticando um crime hediondo.

Atualmente os saquinhos (modo de falar) de pipoca são mais compridos que o filme. Tem até tamanho "E o vento levou". Conclusão: passo o filme todo incomodada com aquele gesto banal de polegar e indicador no saquinho de pipoca e depois na boca, centenas, milhares de vezes. Minha atenção se dispersa a cada movimento.

Alguém me diagnosticou com dda que é um transtorno da moda. Já tomei até remédio, mas desisti de tentar ser normal. Agora além de neurótica, sou portadora de transtorno de déficit de atenção/sem hiperatividade. O que significa que eu não consigo prestar atenção a nada, mas fico sentadinha na cadeira.

Ontem sentei do lado de uma velhinha que comia pipocas. O saquinho tinha o tamanho normal. Provavelmente, ela, saudosista comprou o saquinho no pipoqueiro que fica do lado de fora do cinema. O saquinho era de papel manteiga e fazia um barulhinho...
Ela comia com educação, uma pipoquinha de cada vez, o que para meu cérebro era como se fosse uma sessão de tortura.

Todo neurótico acha que o que o incomoda, incomoda aos outros também. Há muito pouco tempo, descobri que não, que nem todos se incomodam com saquinho de pipoca, ou com aquele chutinho inocente vindo da poltrona detrás ou com alguém que funga no cinema. Se você funga, não vá ao cinema vá se tratar.

Continuo querendo falar do filme, mas os gulosos me distraem. A pipoquinha dos anos 30 terminou. Mas, atrás da minha poltrona tinha alguém que comprou um saquinho de sei lá o que. Só sei que o saquinho tinha um tamanho hediondo e que era moderno (barulho de papel celofane). A gorducha ( que não comia com educação), passou três quartos do filme, como se estivesse na sala de jantar de sua própria casa. Comeu o filme todo. E eu, bebendo aquele filme lindo, vez por outra, olhava para trás para mostrar que aquilo estava me incomodando muito. Ela, a gorducha só tinha olhos (bocas) para o "sei lá o quê", no saquinho de papel celofone e nem se abalou.

O filme foi ficando tenso e de repente, não se ouvia mais uma mosca, um estalar de saquinhos sequer. Todos conseguiram entrar no clima e agora parecia que só havia um espectador, a platéia silenciosa, atenta, maravilhada, comandada como num coro pelo maestro.

Confesso que pequei. Chorei um bocado e até funguei.

Não reli, não consertei os erros, porque não saberia, mas vou estudar e me dedicar para melhorar meu texto.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Espero sobreviver


Infelizmente, na próxima quarta-feira, termina meu "curso de oficina da crônica". Espero sinceramente sobreviver. Foram oitenta e cinco dias de pura alegria, apesar de neste tempo ter vivido dias realmente difíceis. Frequentar um curso, conversar com quem tem o que dizer, ouvir , aprender, ter novas possibilidades, encontrar pessoas generosas, nem sei se eu merecia tanto. Tive que matar muitos leões por dia, para poder cumprir com as minhas tarefas de dona de casa e entregar as minhas crônicas. Muitas vezes, como hoje, tive que acordar às duas da manhã para ter paz para escrever. Precisei pedir a deus e o mundo para pegar as crianças aqui e ali, e algumas vezes elas tiveram que me esperar mais de meia hora até que eu pudesse chegar. Quem disse que é fácil ser feliz? Mas com toda a certeza é muito bom.

Nestes três meses vivi sete vidas.

domingo, 21 de junho de 2009

Prometo que vou tentar melhorar


Blogs fazem pessoas escreverem mais e pior, diz Saramago
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O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet "está se escrevendo mais, embora pior". "A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve", disse Saramago em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino "Clarín".
28.nov.2008/Tuca Vieira/Folha Imagem
"Cuido de um post como de um romance", afirma o escritor português José Saramago
O escritor português reuniu os artigos publicados durante os seis primeiros meses de sua atividade como blogueiro em "Caderno de Saramago", um livro vetado na Itália por Silvio Berlusconi e que reflete o espírito crítico de seu autor.
"Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance", disse o Nobel português, de 86 anos e que apresentará o livro em um encontro com blogueiros aberto a internautas de todo o mundo, no próximo dia 25, em Lisboa.
Quanto a seu blog (http://caderno.josesaramago.org/), o escritor disse que não destina ao espaço "nenhuma ideia em particular", para depois expressar que "os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo".
"Aqueles que me leem sabem que podem encontrar-se a cada dia diante de algo totalmente inesperado", reforçou Saramago, que respondeu às perguntas do diário argentino por e-mail da Espanha, onde mora.
O autor de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" também sustentou que não teve de lidar com a situação de criar textos que tivesse medo de publicar, e avaliou que "se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve".

domingo, 14 de junho de 2009

Minha vida de madame, o lado bom!!!

Passei uma semana na Bahia.
Foram dias e noites lindos.
Fiz de tudo um pouco:
Fui à praia, à piscina, visitei cidades turísticas, cidades históricas, condomínios de luxo, aldeias indígenas, conversei com pintores, vendedores, nativos (os bahianos mesmo), um índio potiguara, índios pataxó (cachiló, pitauâ e juçara), argentinos, mineiros, portugueses, paulistas. Comi de tudo um pouco com destaque especial à uma autentica moqueca bahiana (em ), ao acarajé da sobrinha da marlene e às maravilhosas cocadas da tia nenzinha. Bebi muita àgua de côco, cerveja e duas caipirinhas de abacaxi ao som de muito roquenrou. Vi muitas àrvores centenárias, muita vegetação de mangue, vi os mais diversos animais: Búfalos, cavalos, bois e burros, bem-te-vi, garça, pica-pau(de cabeça vermelha), urubus, corujas, caranguejo, siri, uma sucuri enorme, gato, cachorro, tiê- sangue, sabiá-laranjeira muitas maritacas e uns grilos aterrorizantes.
Foi muito bom.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O que é que a baiana tem?

Sei lá.
Hoje a noite estou embarcando para a Bahia, vou de avião, mas devo voltar rolando, pois vou comer muuuuiiiitooo acarajé.
Beijos da Paçoca

sábado, 30 de maio de 2009

meio sem saber


Ando meio sem saber o que postar, enquanto escolho, enquanto tento reencontrar meu equilíbrio, continuo com meus almocinhos de madame.
Sexta-feira 29/05/09
Senhorita 13 não foi a aula, teve muita febre durante a noite e como amanhã ela vai a um show que eu comprei a entrada em março, achei melhor ela ficar o dia todo de molho.
8:00hs fiz uns bolinhos de laranja lindos que pretendo vender no studio de ballet de uma amiga.
10:00 hs fui a cobal, queria comprar umas embalagens, mas a loja que eu gostava fechou.
11:00 hs fui numa loja de artesanato que eu amo, eu e uma amiga sempre que vamos até essa loja tentamos achar algo que não gostamos, e ainda não conseguimos.
12:00 peguei Srta 11 e a amiga na escola, deixei cada uma em sua casa e corri para encontrar minha amiga.
13:15 atrasadíssima quando estacionava o carro, uma outra amiga, que é amiga da minha amiga gritou da janela do apartamento: -venha até aqui tomar um cafezinho comigo. Embora eu tenha adorado o convite de cidadezinha do interior, em plena sexta-feira em botafogo, tive que recusar, convidei-a então para se juntar a mim e a nossa amiga em comum para almoçar. Ela também não pode aceitar, esperava os homens do armário, por isso estava na janela.
13:20 encontrei minha amiga, edi desculpas pelo atraso e fizemos logo o pedido: eu: sopinha de alho-poró com salmão (divina) ela: tradicional sopinha de abóbora (minha amiga, se orgulha de comer de tudo mas detesta cebola e qulquer coisa que se pareça)
Prato principal: O suflê de queijo de cabra de sempre com uma crocante salada verde. Minha amiga também é fã deste suflezinho.
Sobremesa: Nada! "estamos de dieta"
Cafezinho com língua de Gato (de brinde).
14:30 depois uma passadinha para um abraço na casa da amiga da janela. Não chamamos pelo interfone, gritamos divertidas lá de baixo e o homem do armário chamou nossa amiga.
15:00 peguei srta 11 em casa e levei na recuperação
16:00 consegui estacionar num estacionamento pago em Copacabana depois de rodar muito.
De 16 às 16:30 tentei comprar um cd do jonas brothers para srta 13 dar a uma amiga que faz aniversário por esses dias.
A livraria Argumento de Copacabana estava fechando as portas e não tinha na Modern Sound.
17:00 peguei srta 11 na recuperação.
20:30 fiz pão de queijo para a galera, e depois não me lembro o que aconteceu. Dormi vendo novela ou lendo meu novo livro do Nelson Rodrigues.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Minha vida de madame


19:30 Jantei com umas amigas, num concorrido festival de restaurantes que teve esta semana no Rio. Eu pedi: Salada de quinoa com creme de limão, feijão tropeiro com linguiça da casa e de sobremesa churros com doce de leite. Bebi duas caipirinhas.

21:30hs cheguei em casa A noite tinha sido super agradável.

1:30 da madrugada Acordei preocupada com o texto que tinha que terminar para o meu curso de oficina da crônica. Corrigi os outros textos que estava devendo.

4:30 da madrugadae fui dormir de novo.

6:30Acordei sobressaltada era dia do marido levar senhorita 13, mas ele me pediu que a levasse. 6:50 Antes de sair me certifiquei que a senhorita 11 já estava pronta.

7:00 Deixei senhorita 13 no colégio,

7:10 voltei para casa e fui dormir mais um pouquinho.

7:20 toca o interfone é o porteiro dizendo que senhorita 11 ainda estava lá embaixo esperando a mãe da amiga (Ela leva a minha filha e na volta eu trago a filha dela.)

mandei senhorita 11 subir já que ela não iria pegar o primeiro tempo. Eu a levaria às oito.

7:25 o telefone toca pela primeira vez, a amiga pediu desculpas e disse que não iria à escola.

7:27 o telefone toca a segunda vez a amiga disse que iria sim e que a levaria.

8:00 Senhorita11 desce pela segunda vez para esperar a amiga

8:15 o telefone toca pela terceira vez: Senhorita 11 não pode entrar nem no segundo tempo e teria que voltar para casa. A mãe da amiga perdeu a hora de novo (acho que ela perdeu ou o relógio ou a cabeça). Mando senhorita 11 me esperar na porta do colégio que eu vou buscá-la.

8:17 o telefone toca pela quarta vez, senhorita 11 pede para voltar de metro com a amiga da mãe que perdeu a cabeça ou o relógio. Reluto um pouco mas, deixo. Senhorita 11 pergunta quanto é a passagem do metro. respondo r$ 3.

8:25 o marido descobre que a senhorita 11 perdeu um dia de aula, tem um ataque, quer que eu ligue para a mãe da amiga e diga que a senhorita 11 não vai mais de carona com ela pela manhã. Eu digo que acho desnecessário, ela sabe que esta errada, mas por algum motivo não esta conseguindo acertar o horário.

O marido fica furioso, e diz que eu agora só penso nos meus textos e que para mim tudo o mais é desnecessário, que eu não cuido da casa, que as crianças não chegam no horário na escola, ladainha etc e tal. (perdoem o marido, ele não sabe o que fala, ele dormia o sono dos justos enquanto eu me dedicava madrugada a dentro aos meus textinhos que ele nunca leu.)

8:50 o telefone toca pela quinta vez, senhorita 11 diz que vai demorar um pouco mais, pois a coordenadora não encontrava a mãe perdida da amiga, para ela- a coordenadora-poder informar que a filha não entrou no colégio.
9:00 o telefone toca (já me perdi no número de vezes) senhorita 11 está com problemas, gastou o dinheiro da passagem do metro em uma pipoca. (Ela me disse que fez a conta errada, também sem ir a aula). Eu digo para senhorita 11 esperar na porta da escola que eu vou buscá-la.

O telefone toca é minha mãe, eu falo da minha pressa, ela diz preu não esquecer de dar vacina de hepatite b nas meninas. Eu informo que elas já tomaram há muito tempo.

O telefone toca é minha cunhada querendo saber se a senhorita 11 vai ao futebol.

9:20 pego senhorita 11 na escola, levo a amiga em casa ( o dinheiro dela, ela havia gasto com uma coca-cola, para acompanhar a pipoca da senhorita 11)

9:50 o telefone toca pela enésima vez, a senhorita 13, pede que eu vá busca-la mais cedo às 11:40

10:00 mamãe falou em vacina e eu me lembrei que senhorita 11 estava com uma vacina atrasada e não por vingança resolvi levá-la ao posto de saúde pra levar a agulhada.

11:30 saio para buscar senhorita 13.

Depois de um enorme engarrafamento chego às 12:00hs para buscar senhorita 13.

13:30: chego à casa da minha amiga e cunhada, vou dar umas dicas para ela na internet.

minha amiga fez um almocinho delicioso e light, conversamos bastante, falamos da nossa vida e da dos outros é claro.

16:00 saio da casa da minha amiga, pego o metrô para o curso de oficina da crônica

16:40 chego no curso.

19:00 saio do curso pego o metrô e quando já estou quase chegando em casa, o marido liga dizendo que a senhorita 11, ainda não chegou do inglês com a empregada. Eu volto andando pelo caminho que senhorita 11 faria e quando já estou quase lá depois do marido ligar mais uma vez, dizendo que o irmão dele já estava a caminho e não daria para a senhorita 11 ir ao jogo. Finalmente recebo a notícia que a senhorita 11 chegou em casa e que foram todos ao jogo, que Deus os tenha e que o jogo tenha prorrogação e disputa de penaltis.

Tomo uma cerveja que ninguém é de ferro e como vcs puderam notar, muito pelo contrário eu dou é muita moleza para esta gente.








segunda-feira, 18 de maio de 2009

Domingo no Rio

Passei o fim de semana na maior preguiça. Não tive ânimo nem para ir ao cinema. Li um pouco, cozinhei um pouco ( fiz um risotto ao limão) . E dormi muito. Quanto mais eu durmo, mais sono eu tenho.
Começo esta semana cheia de projetos e pelo menos não posso reclamar de cansaço.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

mas que los hay...

O Imperador
Assumindo o poder sobre a própria vida

O conselho emitido pelo Tarot vem através da imagem do arcano IV, chamado “O Imperador”, cuja imagem nos revela uma figura masculina solidamente colocada, irradiando poder e autoridade. O pedido do arcano IV é o da importância de reconhecer a própria força e não depender demais de ninguém. Sempre que dependemos do outro, o outro pode falhar conosco eventualmente e qualquer felicidade excessivamente buscada fora de nós é absolutamente temporária. Procure, neste momento, cultivar a referência do seu próprio poder pessoal e não se deixe levar demais pelos conselhos alheios. Reconheça, em si, a autoridade para comandar sua própria vida.

Conselho: Seja mais independente neste momento.
Esta é a carta que saiu para o meu dia.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não entre nesta fria!!!!

O presidente Lula, o incentivador da gastanhaça generalizada, reduziu alguns impostos para em nome de agradar seus eleitores, não desagradar seus patrocinadores. Cada filho que puder vai correndo comprar uma geladeira.
Atenção: Não vá comprar geladeira e dizer que é O presente de dia das mães!!!
Mãe, precisa de geladeira tanto quanto você, ou você vai tomar cerveja quente e comer comida estragada?

crédito: peguei a foto no blog urbanistas.com.br

Para minha mãe


Quando eu era pequena gostava de brincar de boneca, de fazer comidinha, desenhar.Gostava de admirar o sol quentinho que entrava pela minha janela, através da cortina de palhinha chinesa e que me dava uma sensação de segurança e aconchego...
Admirava minha mãe, achava ela a coisa mais linda do mundo. As suas mãos bem branquinhas o reloginho pequeno de correia de couro bem fininha!
O seu sorriso meigo, a sua ingenuidade, a calma e a paciência. Não me lembro de ter tido raiva ou de ter ficado triste ou ainda chateada com a minha mãe. Mesmo quando ela fez algo que muitos anos mais tarde eu me visse com uma raiva que se chama trauma.
Mamãe me ensinou a ser generosa, a não ser egoísta.
A ter bom gosto e não ser fútil, ser simples e sofisticada! Bens preciosos que carrego comigo até hoje e causo muita inveja. Mamãe sobretudo me ensinou a não mentir.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Domingo em Pampa-linda


As crianças saíram com o marido para andar a cavalo.
Senhorita 13, chegou sozinha, passou por mim, que lia na rede. E foi direto beber água.
Entre um gole e outro, contou para Vera, nossa caseira, que havia visto uma cobra.
Disse isto, com toda a calma.
Muito interessada no livro, custei a atinar (é atinar que se fala?).
Cobra filha, onde?
- Na subida da ladeira.
Ainda "pegando no tranco", com o raciocínio muito lento, perguntei:
- Seu Pai e sua irmã ainda não subiram?
Não esperei a resposta, corri para o topo da ladeira e gritei para o marido:
- Cuidado! A senhorita 13 disse que viu uma cobra perto das hortências.
Lá de cima, vi quando a senhorita 11, passou correndo no sentido contrário ao da ladeira.
O marido e o caseiro, Sílvio foram procurar a cobra.
Depois de procurarem por um bom tempo, desistiram e resolveram entrar. Eis a dita, na foto abaixo, bem em cima do portão!!!
Pesquisei no Dr. google e acho que esta cobra é uma cobra-cipó. Apesar de ter um veneno letal, não tem como "morder", tornando-se, portando, uma cobra "inofensiva".

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dia das mães


Dia das mães é todo dia, porque é muito bom ser mãe! Aquele dia do presente é dia dos filhos se lembrarem que tem mãe!!!!
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Com açúcar, com afeto...




Bolinhos de limão e sementes de papoula

Make the Lemon Curd First (makes 1 cup):

1/4 cup (1/2 stick) unsalted butter
1/3 cup fresh lemon juice
2 large eggs
2 large egg yolks
1 cup sugar
2 tablespoons cornstarch, dissolved in 1/4 cup water
1 teaspoon grated lemon zest.


In medium saucepan, heat butter and lemon juice over medium heat until the butter melts and the mixture is hot, about 130 degrees on a thermometer.Meanwhile, in a medium bowl, whisk the eggs, yolks,
and sugar together to blend, then whisk in the dissolved cornstarch. Whisking constantly, SLOWLY pour in the hot butter and lemon juice into the yolk mixture (if you do this too quickly, you might scramble the eggs!). Return the mixture to the saucepan and cook over medium heat, stirring constantly with a large spoon, just until it comes to a boil and thickens. It will take about 6 minutes. When thickened, the sauce will leave a path on the back of the spoon if you draw your finger across it and look clear rather than cloudy. Immediately remove from heat, strain into a small bowl, and stir in the lemon zest. Press plastic wrap directly onto surface of the sauce and poke a few holes in the plastic with a toothpick to let steam escape. Refrigerate until cold. The sauce will thicken further as it stands.


For the Cake:-
1 cup unbleached all-purpose flour
1/2 teaspoon baking powder
1/2 teaspoon baking soda
1/4 teaspoon salt
1/4 cup (1/2 stick) unsalted butter, at room temperature
3/4 cup sugar-
2 large eggs, room temperature-
teaspoon vanilla extract
2 teaspoon grated lemon zest 1 tablespoon poppy seeds
1/2 cup buttermilk
Preheat oven to 350 degrees. Line 12 muffin cups with paper cupcake liners.Sift the flour, baking powder, baking soda and salt into a medium bowl and set aside. In large bowl, beat the butter and sugar on medium speed until smoothly blended and lightened in color, about 1 minute. Stop the mixer and and scrape sides of bowl as needed during mixing. Add the eggs one at a time, beating until each is blended and the batter looks creamy, about 1 minute. Mix in the vanilla, lemon zest, and poppy seeds. On low speed, add half of the flour mixture, mixing just to incorporate it. Mix in the buttermilk to blend it. Mix in remaining flour mixture just until incorporated and the batter looks smooth.Fill each paper liner with about 1/4 cup of batter to about 1/2 inch below top of the liner. Bake just until the tops feel firm and a toothpick inserted in the center comes out clean, about 18 minutes Cool the cupcakes for 10 minutes in the pan on a wire rack. Take cupcakes out of pan to cool completely. Abra os bolinhos ao meio e passe o creminho de limão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

De preto


Li no blog arenas cariocas que morreu o autor do menino do dedo verde Maurice Druon que também é autor dos "Reis Malditos". Foi no dia 14 de abril e eu não sei onde estava que não vi nada sobre o assunto.

domingo, 19 de abril de 2009

Spices Girls


Hoje finalmente farei lemom poppy seed cupcakes.
Minha irmã me mandou de presente uns vidrinhos de spices.
Num dos vidrinhos tinha poppy seeds! Faz um tempão que eu procurava para fazer os bolinhos.
Ainda não tinha feito nada na cozinha este fim de semana, e não vejo a hora do dia amanhecer para eu poder ir assar os bolinhos.
Querida irmã adorei as spices e o bilhetinho escrito a mão. Depois coloco aqui a foto dos bolinhos. beijos

sexta-feira, 17 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vou de táxi...


Ontem, tive um dia muito legal.
Havia combinado de almoçar com uma amiga.
De repente caiu uma chuva danada e essa minha tendência a não sair de casa foi me invadindo. Graças a Deus os opostos se atraem e minha amiga adora uma rua.
Liguei para ela querendo desmarcar, e quando ela disse: - alô. Eu rapidamente respondi:
- Era só para confirmar!
Peguei o táxi debaixo de um toró e quando já estava chegando no leblon, atendi o celular, era minha amiga:
- Sabe o que é : é que eu havia pedido um táxi e só agora me comunicaram que estava chovendo e que não mandariam então o táxi. Elementar, chuva e táxi não combinam não é mesmo? Ao menos paras trocentas mil cooperativas de táxis que em outros dias nos imploram uma corrida.
Pedi ao motorista que retornasse e busquei minha amiga. Melhor assim, chegaríamos juntas e eu que sou um tanto envergonhada para ficar esperando numa mesa de restaurante, me sentiria mais segura.
Menu do dia:
Eu
entrada:
peixe thai em folha de bananeira que vinha adornado por umas fatias finíssimas de kiwi, manga e morango e um molho de ervas maravilhoso.
Ela
entrada:
Não resistindo ao de sempre pediu espetinho de queijo coalho
Eu:
prato principal:
atum com talharim de pupunha
Ela prato principal:
O risoto de lulas de sempre
Nós:
Sorvete de tapioca com bala de coco
Água mineral e vinho tinto maravilhoso
2 cafés e a conta.
brinde: uma trufa.
Vimos fotos, conversamos sobre a vida- nosssa e dos outros - e eu
cheguei atrasada à minha oficina da crônica. Quase morri de vergonha, não sabia onde sentar. Mas a aula é ótima e logo, logo fui me sentindo a vontade.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cada dia gosto mais.

Ontem foi dia de Oficina da Crônica.
Vocês perderam!!! Não fiquem com inveja que é feio.
Entrou uma aluna nova que agora é a caçula da turma.
Demos muito boas risadas com os retratos feitos pelos colegas.
Todos foram muito generosos ao olhar para o outro e isso é muito legal.
Enxergar o outro é uma coisa que o mundo precisa com urgência.
A criatividade também é algo a ser destacado.
O professor é de uma generosidade sem tamanho. Nos ajuda com o português e nos dá mil e uma dicas de autores e de coisas que valem apena como música. Depois publico as sugestões aqui.
Para a aula que vem vamos escrever sobre esta semana da Páscoa.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Queinh? Coelhinho da Páscoa?

Fiquei com medo de não ter tempo!
Adianto-me e deixo aqui uma
Feliz Páscoa
a todos os queridos que são
chocólatras
como eu!
OBS: Nem a foto nem a montagem são minhas, tinha achado na internet faz um tempinho, guardei para postar na Páscoa, eu só fiz a maquiagem com as bolinhas e o Feliz Páscoa!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vocês perderam!!!


Geralmente escrevo aqui o que me dá na telha. Mas hoje escrevo para os que me deram força para ir a Oficina da Crônica. Muito obrigada. Confesso que resisti muito antes de ir. Tive medo e vergonha e pensei: para que mais um curso???

Cheguei uns 15 minutos antes do começo da aula. O local é muito pequeno, e eu que sou um tanto bicho do mato, já não sabia o que fazer com as mãos, como segurar a bolsa,,,sempre acho que está todo mundo olhando para mim como se a "braguilha" estivesse aberta e o passarinho estivesse de fora!!!. Já me deram um papel para preencher com meus dados. Enquanto fazia o necessário, somente o necessário... ouvia a conversa entre o professore a coordenadora do estabelecimento. Notei que ele havia morado em Brasília como euzinha aqui.

Entramos na sala de aula que estava geladinha, era verde como creme de abacate e tinha uma frase colada numa das paredes. "Quem escreviver verá" algo assim. Na sala além de mim entraram um senhor, que nasceu em 1946, era engenheiro, magrinho com camisa quadriculada calças jeans, cabelo branco, usa óculos e também preencheu aquele papel e pagou em cheque como eu. Ele só carregava uma folha de cheque, como quando a mãe nos dá o cheque para pagar o curso de inglês. Depois eu descobri que deve ter sido por ele ter sido assaltado semanas antes do ocorrido.

Entrou também conosco, uma senhora de uns talvez 60 anos, que não aparentava. Ela usava esmalte "vermelho 40 graus", eu sei porque era justamente o que eu estava usando. Ela é do signo de escorpião como eu.

Em seguida entrou um senhor de boné, suspensório, barba e cabelos grisalhos e compridos.

Eu tinha certeza que ele viria, como eu tenho certeza que em toda oficina literária há alguém assim. Até as 17 horas éramos nove alunos e um professor.

A coordenadora do local nos apresentou o professor que para tomar fôlego foi logo colocando uma frase no quadro branco de pilot vermelho. Como todo professor de literatura, desculpou-se pela letra. Deixou uma citação do nobel de literatura o escritor turco Orhan Pamuk em "O livro negro". Não copiei, mas era algo sobre ser escritor e olhar para dentro de si, e se colocar no lugar do outro e ler muuuuito também.
Ele pediu para que cada um lesse seu autorretrato. Eu fui a segunda a ler, sabia que ia ficar com a voz tremida e não deu outra. A estas alturas eu não me sentia mais com a braguilha aberta, mas totalmente pelada.
Deixo aqui um resumo sobre os autorretratos dos alunos.
A maioria era de aposentados que agora resolveram curtir a vida adoidado e só fazer o que gostam. Havia uma médica, um engenheiro, uma antropóloga uma que não lembro e uma professora. Havia uma professora de crianças na ativa e uma estudante de letras, a caçula da turma. E tinha aquele senhor da boina que acho que era aposentado profissional, do tipo da mesa de bar e da pracinha que fica observando tudo e todos e transformando em poesia, sua vida e a dos outros também.

A maioria morava no Rio de janeiro, uma em Juiz de fora, uma em Niterói e um em Paquetá. Todos gostam de ler e escrever. Quase todos já foram assaltados, com arma na cabeça e tudo.
Rimos muito com os autorretratos, tinha até um três por quatro!!! O professor falou de sua história. E conversamos sobre o que é crônica principalmente. O Professor nos encomendou para a próxima aula o retrato de um colega com 2000 toques. Nos deu seu email, agradeceu a presença.
Eu adorei que depois de se apresentar ele disse quem conhecia com o mesmo nome de cada um de nós e perguntou se conhecíamos algum Rogério também. Estou até agora procurando um que me pudesse ser simpático, mas acho que o professor vai ser o único por enquanto.