
terça-feira, 30 de junho de 2009
Azul de bolinhas brancas

domingo, 28 de junho de 2009
Há quanto tempo te amo
Atualmente os saquinhos (modo de falar) de pipoca são mais compridos que o filme. Tem até tamanho "E o vento levou". Conclusão: passo o filme todo incomodada com aquele gesto banal de polegar e indicador no saquinho de pipoca e depois na boca, centenas, milhares de vezes. Minha atenção se dispersa a cada movimento.
Alguém me diagnosticou com dda que é um transtorno da moda. Já tomei até remédio, mas desisti de tentar ser normal. Agora além de neurótica, sou portadora de transtorno de déficit de atenção/sem hiperatividade. O que significa que eu não consigo prestar atenção a nada, mas fico sentadinha na cadeira.
Ontem sentei do lado de uma velhinha que comia pipocas. O saquinho tinha o tamanho normal. Provavelmente, ela, saudosista comprou o saquinho no pipoqueiro que fica do lado de fora do cinema. O saquinho era de papel manteiga e fazia um barulhinho...
Ela comia com educação, uma pipoquinha de cada vez, o que para meu cérebro era como se fosse uma sessão de tortura.
Todo neurótico acha que o que o incomoda, incomoda aos outros também. Há muito pouco tempo, descobri que não, que nem todos se incomodam com saquinho de pipoca, ou com aquele chutinho inocente vindo da poltrona detrás ou com alguém que funga no cinema. Se você funga, não vá ao cinema vá se tratar.
Continuo querendo falar do filme, mas os gulosos me distraem. A pipoquinha dos anos 30 terminou. Mas, atrás da minha poltrona tinha alguém que comprou um saquinho de sei lá o que. Só sei que o saquinho tinha um tamanho hediondo e que era moderno (barulho de papel celofane). A gorducha ( que não comia com educação), passou três quartos do filme, como se estivesse na sala de jantar de sua própria casa. Comeu o filme todo. E eu, bebendo aquele filme lindo, vez por outra, olhava para trás para mostrar que aquilo estava me incomodando muito. Ela, a gorducha só tinha olhos (bocas) para o "sei lá o quê", no saquinho de papel celofone e nem se abalou.
O filme foi ficando tenso e de repente, não se ouvia mais uma mosca, um estalar de saquinhos sequer. Todos conseguiram entrar no clima e agora parecia que só havia um espectador, a platéia silenciosa, atenta, maravilhada, comandada como num coro pelo maestro.
Confesso que pequei. Chorei um bocado e até funguei.
Não reli, não consertei os erros, porque não saberia, mas vou estudar e me dedicar para melhorar meu texto.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Espero sobreviver

domingo, 21 de junho de 2009
Prometo que vou tentar melhorar

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O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet "está se escrevendo mais, embora pior". "A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve", disse Saramago em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino "Clarín".
28.nov.2008/Tuca Vieira/Folha Imagem
"Cuido de um post como de um romance", afirma o escritor português José Saramago
O escritor português reuniu os artigos publicados durante os seis primeiros meses de sua atividade como blogueiro em "Caderno de Saramago", um livro vetado na Itália por Silvio Berlusconi e que reflete o espírito crítico de seu autor.
"Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance", disse o Nobel português, de 86 anos e que apresentará o livro em um encontro com blogueiros aberto a internautas de todo o mundo, no próximo dia 25, em Lisboa.
Quanto a seu blog (http://caderno.josesaramago.org/), o escritor disse que não destina ao espaço "nenhuma ideia em particular", para depois expressar que "os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo".
"Aqueles que me leem sabem que podem encontrar-se a cada dia diante de algo totalmente inesperado", reforçou Saramago, que respondeu às perguntas do diário argentino por e-mail da Espanha, onde mora.
O autor de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" também sustentou que não teve de lidar com a situação de criar textos que tivesse medo de publicar, e avaliou que "se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve".
domingo, 14 de junho de 2009
Minha vida de madame, o lado bom!!!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
O que é que a baiana tem?
Hoje a noite estou embarcando para a Bahia, vou de avião, mas devo voltar rolando, pois vou comer muuuuiiiitooo acarajé.
Beijos da Paçoca
sábado, 30 de maio de 2009
meio sem saber

Ando meio sem saber o que postar, enquanto escolho, enquanto tento reencontrar meu equilíbrio, continuo com meus almocinhos de madame.
Sexta-feira 29/05/09
Senhorita 13 não foi a aula, teve muita febre durante a noite e como amanhã ela vai a um show que eu comprei a entrada em março, achei melhor ela ficar o dia todo de molho.
8:00hs fiz uns bolinhos de laranja lindos que pretendo vender no studio de ballet de uma amiga.
10:00 hs fui a cobal, queria comprar umas embalagens, mas a loja que eu gostava fechou.
11:00 hs fui numa loja de artesanato que eu amo, eu e uma amiga sempre que vamos até essa loja tentamos achar algo que não gostamos, e ainda não conseguimos.
12:00 peguei Srta 11 e a amiga na escola, deixei cada uma em sua casa e corri para encontrar minha amiga.
13:15 atrasadíssima quando estacionava o carro, uma outra amiga, que é amiga da minha amiga gritou da janela do apartamento: -venha até aqui tomar um cafezinho comigo. Embora eu tenha adorado o convite de cidadezinha do interior, em plena sexta-feira em botafogo, tive que recusar, convidei-a então para se juntar a mim e a nossa amiga em comum para almoçar. Ela também não pode aceitar, esperava os homens do armário, por isso estava na janela.
13:20 encontrei minha amiga, edi desculpas pelo atraso e fizemos logo o pedido: eu: sopinha de alho-poró com salmão (divina) ela: tradicional sopinha de abóbora (minha amiga, se orgulha de comer de tudo mas detesta cebola e qulquer coisa que se pareça)
Prato principal: O suflê de queijo de cabra de sempre com uma crocante salada verde. Minha amiga também é fã deste suflezinho.
Sobremesa: Nada! "estamos de dieta"
Cafezinho com língua de Gato (de brinde).
14:30 depois uma passadinha para um abraço na casa da amiga da janela. Não chamamos pelo interfone, gritamos divertidas lá de baixo e o homem do armário chamou nossa amiga.
15:00 peguei srta 11 em casa e levei na recuperação
16:00 consegui estacionar num estacionamento pago em Copacabana depois de rodar muito.
De 16 às 16:30 tentei comprar um cd do jonas brothers para srta 13 dar a uma amiga que faz aniversário por esses dias.
A livraria Argumento de Copacabana estava fechando as portas e não tinha na Modern Sound.
17:00 peguei srta 11 na recuperação.
20:30 fiz pão de queijo para a galera, e depois não me lembro o que aconteceu. Dormi vendo novela ou lendo meu novo livro do Nelson Rodrigues.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Minha vida de madame

9:00 o telefone toca (já me perdi no número de vezes) senhorita 11 está com problemas, gastou o dinheiro da passagem do metro em uma pipoca. (Ela me disse que fez a conta errada, também sem ir a aula). Eu digo para senhorita 11 esperar na porta da escola que eu vou buscá-la.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Domingo no Rio
segunda-feira, 11 de maio de 2009
mas que los hay...
Assumindo o poder sobre a própria vida
O conselho emitido pelo Tarot vem através da imagem do arcano IV, chamado “O Imperador”, cuja imagem nos revela uma figura masculina solidamente colocada, irradiando poder e autoridade. O pedido do arcano IV é o da importância de reconhecer a própria força e não depender demais de ninguém. Sempre que dependemos do outro, o outro pode falhar conosco eventualmente e qualquer felicidade excessivamente buscada fora de nós é absolutamente temporária. Procure, neste momento, cultivar a referência do seu próprio poder pessoal e não se deixe levar demais pelos conselhos alheios. Reconheça, em si, a autoridade para comandar sua própria vida.
Conselho: Seja mais independente neste momento.
Esta é a carta que saiu para o meu dia.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Não entre nesta fria!!!!
O presidente Lula, o incentivador da gastanhaça generalizada, reduziu alguns impostos para em nome de agradar seus eleitores, não desagradar seus patrocinadores. Cada filho que puder vai correndo comprar uma geladeira.Para minha mãe

Quando eu era pequena gostava de brincar de boneca, de fazer comidinha, desenhar.Gostava de admirar o sol quentinho que entrava pela minha janela, através da cortina de palhinha chinesa e que me dava uma sensação de segurança e aconchego...
Admirava minha mãe, achava ela a coisa mais linda do mundo. As suas mãos bem branquinhas o reloginho pequeno de correia de couro bem fininha!
O seu sorriso meigo, a sua ingenuidade, a calma e a paciência. Não me lembro de ter tido raiva ou de ter ficado triste ou ainda chateada com a minha mãe. Mesmo quando ela fez algo que muitos anos mais tarde eu me visse com uma raiva que se chama trauma.
Mamãe me ensinou a ser generosa, a não ser egoísta.
A ter bom gosto e não ser fútil, ser simples e sofisticada! Bens preciosos que carrego comigo até hoje e causo muita inveja. Mamãe sobretudo me ensinou a não mentir.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Domingo em Pampa-linda
+de+caminho.jpg)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Dia das mães
Dia das mães é todo dia, porque é muito bom ser mãe! Aquele dia do presente é dia dos filhos se lembrarem que tem mãe!!!!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Com açúcar, com afeto...


Make the Lemon Curd First (makes 1 cup):
1/3 cup fresh lemon juice
2 large eggs
2 tablespoons cornstarch, dissolved in 1/4 cup water
Preheat oven to 350 degrees. Line 12 muffin cups with paper cupcake liners.Sift the flour, baking powder, baking soda and salt into a medium bowl and set aside. In large bowl, beat the butter and sugar on medium speed until smoothly blended and lightened in color, about 1 minute. Stop the mixer and and scrape sides of bowl as needed during mixing. Add the eggs one at a time, beating until each is blended and the batter looks creamy, about 1 minute. Mix in the vanilla, lemon zest, and poppy seeds. On low speed, add half of the flour mixture, mixing just to incorporate it. Mix in the buttermilk to blend it. Mix in remaining flour mixture just until incorporated and the batter looks smooth.Fill each paper liner with about 1/4 cup of batter to about 1/2 inch below top of the liner. Bake just until the tops feel firm and a toothpick inserted in the center comes out clean, about 18 minutes Cool the cupcakes for 10 minutes in the pan on a wire rack. Take cupcakes out of pan to cool completely. Abra os bolinhos ao meio e passe o creminho de limão.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
De preto

domingo, 19 de abril de 2009
Spices Girls

sábado, 18 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Vou de táxi...

quinta-feira, 9 de abril de 2009
Cada dia gosto mais.
Ontem foi dia de Oficina da Crônica. Vocês perderam!!! Não fiquem com inveja que é feio.
Entrou uma aluna nova que agora é a caçula da turma.
Demos muito boas risadas com os retratos feitos pelos colegas.
Todos foram muito generosos ao olhar para o outro e isso é muito legal.
Enxergar o outro é uma coisa que o mundo precisa com urgência.
A criatividade também é algo a ser destacado.
O professor é de uma generosidade sem tamanho. Nos ajuda com o português e nos dá mil e uma dicas de autores e de coisas que valem apena como música. Depois publico as sugestões aqui.
Para a aula que vem vamos escrever sobre esta semana da Páscoa.

terça-feira, 7 de abril de 2009
Queinh? Coelhinho da Páscoa?
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Vocês perderam!!!
Geralmente escrevo aqui o que me dá na telha. Mas hoje escrevo para os que me deram força para ir a Oficina da Crônica. Muito obrigada. Confesso que resisti muito antes de ir. Tive medo e vergonha e pensei: para que mais um curso???
Cheguei uns 15 minutos antes do começo da aula. O local é muito pequeno, e eu que sou um tanto bicho do mato, já não sabia o que fazer com as mãos, como segurar a bolsa,,,sempre acho que está todo mundo olhando para mim como se a "braguilha" estivesse aberta e o passarinho estivesse de fora!!!. Já me deram um papel para preencher com meus dados. Enquanto fazia o necessário, somente o necessário... ouvia a conversa entre o professore a coordenadora do estabelecimento. Notei que ele havia morado em Brasília como euzinha aqui.
Entramos na sala de aula que estava geladinha, era verde como creme de abacate e tinha uma frase colada numa das paredes. "Quem escreviver verá" algo assim. Na sala além de mim entraram um senhor, que nasceu em 1946, era engenheiro, magrinho com camisa quadriculada calças jeans, cabelo branco, usa óculos e também preencheu aquele papel e pagou em cheque como eu. Ele só carregava uma folha de cheque, como quando a mãe nos dá o cheque para pagar o curso de inglês. Depois eu descobri que deve ter sido por ele ter sido assaltado semanas antes do ocorrido.
Entrou também conosco, uma senhora de uns talvez 60 anos, que não aparentava. Ela usava esmalte "vermelho 40 graus", eu sei porque era justamente o que eu estava usando. Ela é do signo de escorpião como eu.
Em seguida entrou um senhor de boné, suspensório, barba e cabelos grisalhos e compridos.
Eu tinha certeza que ele viria, como eu tenho certeza que em toda oficina literária há alguém assim. Até as 17 horas éramos nove alunos e um professor.
A coordenadora do local nos apresentou o professor que para tomar fôlego foi logo colocando uma frase no quadro branco de pilot vermelho. Como todo professor de literatura, desculpou-se pela letra. Deixou uma citação do nobel de literatura o escritor turco Orhan Pamuk em "O livro negro". Não copiei, mas era algo sobre ser escritor e olhar para dentro de si, e se colocar no lugar do outro e ler muuuuito também.
Ele pediu para que cada um lesse seu autorretrato. Eu fui a segunda a ler, sabia que ia ficar com a voz tremida e não deu outra. A estas alturas eu não me sentia mais com a braguilha aberta, mas totalmente pelada.
Deixo aqui um resumo sobre os autorretratos dos alunos.
A maioria era de aposentados que agora resolveram curtir a vida adoidado e só fazer o que gostam. Havia uma médica, um engenheiro, uma antropóloga uma que não lembro e uma professora. Havia uma professora de crianças na ativa e uma estudante de letras, a caçula da turma. E tinha aquele senhor da boina que acho que era aposentado profissional, do tipo da mesa de bar e da pracinha que fica observando tudo e todos e transformando em poesia, sua vida e a dos outros também.
A maioria morava no Rio de janeiro, uma em Juiz de fora, uma em Niterói e um em Paquetá. Todos gostam de ler e escrever. Quase todos já foram assaltados, com arma na cabeça e tudo.
Rimos muito com os autorretratos, tinha até um três por quatro!!! O professor falou de sua história. E conversamos sobre o que é crônica principalmente. O Professor nos encomendou para a próxima aula o retrato de um colega com 2000 toques. Nos deu seu email, agradeceu a presença.
Eu adorei que depois de se apresentar ele disse quem conhecia com o mesmo nome de cada um de nós e perguntou se conhecíamos algum Rogério também. Estou até agora procurando um que me pudesse ser simpático, mas acho que o professor vai ser o único por enquanto.
terça-feira, 31 de março de 2009
alô

Fiz pão de mel delicioso.
Estou assando um pão integral. Ainda por conta da raiva que eu estou da maquiagem dos produtos! O pão que eu comprava tinha 500g e agora só tem 400g!
E fiz muitos e muitos planos como de costume.
Só tenho saido de casa por absoluta obrigação, não tenho ido a natação.
Não suporto ir ao shopping, mas não vou escapar amanhã.
Tem um beija-flor sapeca aqui na minha janela
Vou buscar uma no inglês e outra na casa de uma amiguinha
Estou com saudades da minha irmã, amanhã eu ligo para ela.
Tenho que terminar um álbum.
Amanha é dia da mentira, coisa que eu mais odeio, mas até que a brincadeira é engraçadinha!!! Acho que vou pregar uma peça nas meninas!
Amanhã começo minha oficina da crônica. Pelo menos eu vou sair um pouquinho do meu mundinho de dona de casa, espero que tenha um milhão de alunos com muita coisa para contar.
Termino aqui o meu alô, pois já sinto o cheiro do pão. Não fiquem com inveja que é feio. Se ficar bom posto aqui a receita.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Coragem

Mês que vem vou fazer uma oficina de crônica. O professor mandou que eu escrevesse um autorretrato. Eu escrevi e achei que se tivesse coragem de publicar aqui seria mais fácil de levar para a aula. No autorretrato esqueci de dizer que sou timida!!!
Eu nasci há 16.198 dias atrás na latitude 15° 47’ sul e longitude 47° 53’ oeste no coração do Planalto Central.
Sou a segunda filha de um total de quatro. Meu pai é arquiteto e minha mãe professora de inglês.
Meu sangue é do tipo O negativo, tez branca, olhos castanhos 1,63m de altura. O meu peso é muito maior do que eu gostaria. Meu cabelo já foi louro e agora depende das tendências da moda.
A quem interessar possa: eu sou escorpião, com ascendente em touro e lua em capricórnio. Eu sou dragão e na hora do aperto eu sou católica praticante.
Atualmente moro na cidade maravilhosa com um cônjuge e duas filhas. Sou formada em Desenho Industrial e não exerço nenhuma atividade profissional.
Eu gosto de ler, escrever, cozinhar, costurar, desenhar, nadar, cavalgar.
Viajar? Só para Paris!
Eu adoro ir ao cinema.
Eu não gosto de bebê chorão, criança birrenta, briga de mulher, homem que cospe na rua e gente que joga papel no chão.
Eu não gosto de falar no telefone, beber em copo molhado, ser enganada, eu detesto sentir saudades.
Eu tenho um cachorro e um cavalo.
Eu tenho cabelinho nas ventas e pavio curto! Eu acordo de mau-humor, mas choro até em inauguração de supermercado.
Por dentro eu sou Chanel!
Se somos o que comemos, eu sou chocolate meio amargo, vinho tinto, queijo suíço.
Eu sou tangerina em maio, pinhão em abril e sorvete o ano todo.
Eu gostaria de ser bailarina.
Eu quero acabar com a desigualdade social, com brigas de traficantes, com balas perdidas, eu não quero nem ouvir falar em impunidade.
Eu quero viver 100 anos, mas há bem pouco tempo eu descobri que eu “não corro o risco de morrer”.
quinta-feira, 19 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Só os poetas me consolam.

Cecília Meireles
Texto extraído do livro "Escolha o seu sonho", Editora Record – Rio de Janeiro, 2002, pág. 100.
"A tardezinha de sábado, um pouco cinzenta, um pouco fria, parece não possuir nada de muito particular para ninguém. Os automóveis deslizam; as pessoas entram e saem dos cinemas; os namorados conversam por aqui e por ali; os bares funcionam ativamente, numa fabulosa produção de sanduíches e cachorros-quentes. Apesar da fresquidão, as mocinhas trazem nos pés sandálias douradas, enquanto agasalham a cabeça em echarpes de muitas voltas.
Tudo isso é rotina. Há um certo ar de monotonia por toda parte. O bondinho do Pão de Açúcar lá vai cumprindo o seu destino turístico, e moços bem falantes explicam, de lápis na mão, em seus escritórios coloridos e envidraçados, apartamentos que vão ser construídos em poucos meses, com tantos andares, vista para todos os lados, vestíbulos de mármore, tanto de entrada, mais tantas prestações, sem reajustamento — o melhor emprego de capital jamais oferecido!
Em alguma ruazinha simpática, com árvores e sossego, ainda há crianças deslumbradas a comerem aquele algodão de açúcar que de repente coloca na paisagem carioca uma pincelada oriental. E há os avós de olhos filosóficos, a conduzirem pela mão a netinha que ensaia os primeiros passeios, como uma bailarina principiante a equilibrar-se nas pontas dos sapatinhos brancos.
Andam barquinhos pela baía, com um raio de sol a brilhar nas velas; há uns pescadores carregados de linhas, samburás, caniços, muito compenetrados da sua perícia; há famílias inteiras que não se sabe de onde vêm nem se pode imaginar para onde vão, e que ocupam muito lugar na calçada, com a boca cheia de coisas que devem ser balas, caramelos, pipocas, que passam de uma bochecha para a outra e lhes devem causar uma delícia infinita.
Depois aparecem muitas pessoas bem vestidas, cavalheiros com sapatos reluzentes, senhoras com roupas de renda e chapéus imensos que a brisa da tarde procura docemente arrebatar. Há risos, pulseiras que brilham, anéis que faíscam, muita alegria: pois não há mesmo nada mais divertido que uma pessoa toda coberta de sedas, plumas e flores, a lutar com o vento maroto, irreverente e pagão.
E depois são as belas igrejas acesas, todas ornamentadas, atapetadas, como jardins brancos de grandes ramos floridos
Por uma rua transversal, está chegando um carro. E dentro dele vem a noiva, que não se pode ver, pois está coberta de cascatas de véus, como se viajasse dentro da Via-láctea. Todos param e olham, inutilmente. Ela é a misteriosa dona dessa tardezinha de sábado, que parecia simples, apenas um pouco cinzenta, um pouco fria. E a moça que vem, com a alma cheia de interrogações, para transformar seus dias de menina e adolescente, despreocupados e livres, em dias compactos de deveres e responsabilidades. É uma transição de tempos, de mundos. Mas os convidados a esperam felizes, e ela não terá que pensar nisso. Ela mal se lembra que é sábado, que é o dia de seu casamento, que há padrinhos e convidados. E quando a cerimônia chegar ao apogeu, talvez nem se lembre de quem é: separada dos acontecimentos da terra, subitamente incorporada ao giro do Universo.
Hoje tem marmelada?...


Não gosto de ser enganada, aliás, ninguém gosta. Ser enganada é mais ou menos como invejar, uma aparente via de mão única. Ninguém se reconhecesse invejoso, mas tem facilidade de se reconhecer invejado!
Todos já puderam reconhecer neste meu “blog diarinho” que sou uma dona de casa e que levo isto muito a sério.
Não é fácil ser dona de casa às vezes me sinto como num corredor polonês, levando tapa de tudo quanto é lado.
Não gosto de ser enganada, como não gosto mais de fazer compras no supermercado.
Não faço a tipa econômica segura, mas também procuro não fazer a tipa alienada.
Hoje pela manhã às 7:00 fui às compras.
Com o supermercado vazio, quase sem clientes, sem promotores e promotoras falando ao microfone fica mais fácil para eu raciocinar. Além do mais às sete da manhã eu sou uma pessoa bem mais esperta do que às sete da noite quando a pilha vai ficando fraca.
Sempre que vejo o preço de um produto muito mais barato que o outro, desconfio:
(gosto tão pouco de desconfiar quanto de ser enganada).
Ou o prazo de validade espira assim que eu passar pelo checaute (caixa) que parece com nocaute!
Ou então o produto agora vem em versão light.
Versão light, oba não engorda!!!
Isso mesmo não engorda a sua conta bancária, apenas a do fabricante, você compra e ele engorda.
Deixe me ser mais clara. O produto de hoje era: pão de forma: os preços vão de 1,47 até 3,99 e a média seria 2,7 aproximadamente. Mas então porque 1,47?
Porque não tem mais 500g e sim 400g.
Porque então o de 3,99 também tão além da média, sei lá, porque tem gente que acha que é porque é mais caro é melhor.
Não gosto de ser enganada. Uma das maiores empresas alimentícias do mundo, com sede num país neutro de primeiro mundo é mestra em fazer isso.
Caso clássico o da lata de achocolatado que atualmente também ao invés de 500g tem 400g e a latinha para enganar visualmente, tem uns amassadinhos em espiral para não mostrar sua silueta anoréxica.
Não gosto de ser enganada e todas as vezes em que eu me deparo com uma maquiagem de produto, mudo de empresa. O que dura muito pouco tempo, porque com raras exceções todas as outras empresas fabricantes de produtos similares fazem o mesmo.
O termo maquiagem de produto não foi inventado por mim. Aqui em terras tupiniquins as falcatruas tem nome e apelido, assim como os criminosos.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Eu nasci há dez mil anos atrás
Belmondo, multi média!!! Usa todos os meios de transporte disponíveis incluindo suas próprias pernas além de um baldinho de transporte de cimento. Viaja pela Panair do Brasil, num avião tinindo de novo. Foge de moto com um charuto na boca e só o larga depois de bater com a motoca!!! Delícia de video. Obrigada Youtube por momentos assim!!1











