domingo, 25 de abril de 2010

Tudo pode dar certo


E não é que pode mesmo?
Tardinha besta de outono com um calor de verão. Estão chamando de verânico.
Eu boba que nào sou, aproveitei para ir ao cinema. Três da tarde cinema lotado. Poucos jovens, e uma imensa maioria de idosos. Hoje em dia idoso é a categoria que tem mais de sessenta.

O filme, de comer de joelhos como se diz. Woody Allen. Nova Yorque, neuroses do homem moderno, amor, críticas urbanas e tudo o que temos direito. Aplausos no final. Não perca, a partir de 30 de abril estará passando num cinema perto de você!

Dei boas risadas e espero que a sua semana comece muito bem. Tudo pode dar certo é o nome em português.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Caos ou caô?????

Peguei esta foto no O dia, e é de uma leitora chamada Cláudia Maria

Sempre achei curioso o fato de as nossas maiores dores serem causadas por quem mais amamos. Em menor proporção do que uma dor de amor, a prefeitura, que deveria nos querer bem, patrocinou o maior caos de trânsito que a cidade já viveu. E o que é pior, ao tentar se desculpar, fez mais feio ainda, disse que não imaginava que viria tanta gente!
O Prefeito não é pago para ter imaginação, é pago para calcular, administrar, se informar. Faz uns quinze dias que eu recebi uma fitnha na saída do metrô convidando para este evento. Eu recebi a fitinha e toda a torcida da Seleção Canarinho também.
Então eu, que administro um modesto apartamento de 2 quartos e duas filhas pensei: Nooossaa, vai ter gente à bessa neste evento.
O Prefeito, que tem a minha idade, deve ter ido ao RockinRio, e deve lembrar-se do caos que era na hora da saída. Mas, quem não foi ao RockinRio, não se lembra. Simplesmente porque o caos, se deu somente, lá pelos lados do Riocentro, onde há bastante lugar para estacionar.
Acho ridículo pedir desculpas por não imaginar as proporções do evento. É como se eu chegasse à mesa na hora do almoço, com as travessas vazias e pedisse desculpas, na maior cara de pau:
-Não imaginei que vocês estariam com fome a esta hora!!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Véspera de Feriado!


Tardinha de outono, dia lindo! Céu azul. Véspera de feriado, uma melancolia... Quando estou assim só há um remédio. Vou ao cinema. A arte imita a vida, ms não dói na gente!
O filme: Diário Perdido. Produção franco-canadense. Catherine Deneuve, linda, soube envelhecer, sem parecer velha, nem toda plastificada. Chiquérrima e um charme. O cinema estava praticamente vazio e pasmem, não ouvi nenhum ruído, tipo papel de bala,pipoca, alguém fungando ou aquelas mulheres que tem a mania de comentar o filme com a amiga para terem certeza que entenderam. Coisas que estragam qualquer filme. Voltei para casa ainda com a melancolia...Deve ser o outono!

domingo, 18 de abril de 2010

Pampa-Linda


Meu fim de semana foi bom. Sol, céu azul, muita paz, canto de passarinho, companhia do Rex, bons livros: Paulo Mendes Campos e Guimarães Rosa.Volta tranquila sem engarrafamentos. Saudações alvinegras para o pedaço da minha família que é botafoguense (que não é o meu caso).Tá na época do pinhão. E só quem já comeu pinhão fresquinho (o comprado em supermercado é velho e duro) sabe o que é bom. Apesar do caseiro de Pampa-linda, não gostar de plantar,e nem de cuidar do que plantamos, algumas plantas sobrevivem. Trouxe de lá um arranjo lindo de heliconias e antúrios, que eu mesma fiz, abacate, limão galego, limão siciliano, xuxu, banana, aipim, lima da pérsia e pinhão.Delícosamente orgânicos!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Punk


Ontem meu dia foi Punk!!!!!!!
Acordei na hora de sempre. Antes do sol nascer quentinho, bem ali atrás do Pão de açucar!
Fiz o café das meninas, levei miss 14 à escola. Parei no supermercado, fiz compras. Deixei o carro na garagem. Subi! Não encontrei a chave de casa na bolsa, desci e dei uma procurada no carro. Subi. Tirei tudo da bolsa duas vezes e não achei a bendita chave. Desci de novo, vasculhei o carro todo levantei tapetes, enfiei a mão nas frestas dos bancos, usei até uma lanterna. Subi! Tirei todas as compras das 8 sacolas de compras. Desci. Meus 3 leitores sabem que sou desorganizada até para dormir, mas se eu tenho certeza de algo, respeitem. Antes de saltar do carro eu tinha visto a chave e sabia que ela não poderia ter evaporado. Tive a ideia de pedir ajuda ao porteiro. Fui olhando todo o chão da garagem no trajeto que eu tinha feito, quando seu Antonio disse: - É esta aqui D. Márcia?
E....... finalmente a bendita foi encontrada dentro de um canteiro perto de onde pego o carrinho para transportar as compras. Não façam pergunta difícil eu não sei como a chave foi parar lá. Aceito sugestões...
Subi, abri a porta o telefone começou a tocar. O pessoal que trabalha me liga para me perguntar o que estou fazendo. Na verdade quando estou ao telefone estou deixando de fazer, para atender o telefone e responder a esta pergunta com cada vez menos simpatia.
Arrumei a documentação de miss 14 que viaja com o pai no feriado. O marido tinha digitado o texto errado e eu corrigi. Fiquei horas procurando minha carteira de identidade pois achei que ia precisar quando fosse levar o documento ao cartório.
Miss 12 chegou para o almoço, almoçamos juntas. Dei minha dormidinha de depois do almoço. Peguei o metrô, fui ao cartório, consegui depois de muita burocracia, muitas assinaturas, uma foto e infinita paciência, autenticar a autorização de viagem.
Peguei o metrô de volta, saltei na estação Largo do Machado que agora tem uns bancos esquisitíssimos de gosto duvidoso. Fui até a livraria e comprei mais dois livros para miss 12 que como sempre precisava deles para ontem!
Voltei para casa, guardei as compras, arrumei a casa e desci para tirar o carro da vaga do marido e colocar na minha vaga. O carro estava totalmente sem bateria. Subi, liguei para a seguradora.
O rapaz da seguradora chegou antes do tempo previsto (enfim algo que funcionou neste dia punk). Dei uma voltinha no quarteirão com o carro para ver se ficou tudo bem. Voltei, fiz o jantar, que na verdade foi um lanche. Fui ver a novela e li um pouquinho do livro de crônicas do PMC. Um refresco para o meu dia.
Depois de fazer tudo isto, tenho certeza que um amigo vai me perguntar: - Você não meditou?
Na verdade ando tão sem tempo que acho que vou ter que terceirizar esta tarefa! UFAAAA!!!!!!!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Alta ansiedade

Não faz muito tempo eu estava ansiosa para encontrar alguns amigos da Oficina da Crônica. Miss 14 notou a minha agitação e disse:- Mãe, o encontro não está marcado para as 5:30?
-Está!
-Então porque você já está pronta? Ainda são 4:30!.
E eu mal disfarçando a ansiedade tentei:
-Ë que eu não gosto de chegar atrasada!
-Mãe não há problema nenhum em se atrasar, se for com glamour!
-Não entendi!
-Se você se atrasar, não vá dizer que o pneu do carro furou! Diga que encontrou o Chico Buarque e que ele não parava de falar!!!!!!!!!!!

sábado, 10 de abril de 2010


Acordei cedo e dormi o dia todo.

Estou com saudades da minha irmã!
Caminhei na Praia de Botafogo, fui até a casa dos meus pais. Ganhei um monte de presente de Páscoa (é muito bom ser filha!)
Voltei pra casa de ônibus. Peguei meu cartão do Metrô (adoro andar de metrô:Here There and Everywhere) fui até o Largo do Machado, comprei o livro que Miss 12 precisa ler para ontem. Voltei para casa e dormi o dia todo. Sou desorganizada até para dormir. Tem épocas que eu preciso de pouco sono e em outras épocas hiberno.
Amanhã é Domingo! Obaaaa!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Miss 12 e Miss 14


Sempre me surpreendo com as minhas filhas. Mari chegou perto da minha cama e disse:
-Mamãe eu quero fazer teatro.
- O seu colégio nâo oferece aulas de teatro filha?
- Oferece mamãe, mas eu quero fazer teatro no colégio da minha irmã. E completou:
- Lá eles imitam pulgas e no meu temos que imitar freiras!!! (miss 14 estuda num colégio laico e miss 12 escolheu, por conta própria, um colégio católico)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nem os poetas nos consolam!


Tamanha é a tristeza que escorre dos céus na Cidade Maravilhosa.



Este poema é do João Cabral de Melo Neto o mesmo do "Morte e Vida Severina" e eu peguei no Blog do Noblat.
POEMA DA NOITE

A Carlos Drummond de Andrade - João Cabral de Melo Neto

Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.
Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.
Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.
Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.
Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.

João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) - Além de poeta, foi um diplomata brasileiro. Classificado como poeta da geração 45, terceira geração do modernismo, foi agraciado com diversos prêmios ao longo de sua carreira de escritor. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Pernambucana de Letras.


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Da série só os poetas me consolam!


UMA ARTE

A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita..
Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe.
Ah! e nem quero lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas.
E um império que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

-Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério

(Elisabeth Bishop)