quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nem os poetas nos consolam!


Tamanha é a tristeza que escorre dos céus na Cidade Maravilhosa.



Este poema é do João Cabral de Melo Neto o mesmo do "Morte e Vida Severina" e eu peguei no Blog do Noblat.
POEMA DA NOITE

A Carlos Drummond de Andrade - João Cabral de Melo Neto

Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.
Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.
Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.
Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.
Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.

João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) - Além de poeta, foi um diplomata brasileiro. Classificado como poeta da geração 45, terceira geração do modernismo, foi agraciado com diversos prêmios ao longo de sua carreira de escritor. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Pernambucana de Letras.


4 comentários:

MARNUNEFREI disse...

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rhcastelobranco disse...

Me entristece os últimos acontecidos no Rio...

Convido vc a visitar meu blog e se gostar... siga-me!
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Alexandre Tenório disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandre Tenório disse...

triste eh como ele passa tristeza ateh mesmo nas palavras bunitas...triste mas muito bunito!

um bjo pra vc!!