sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

mau-humor

Há muito tempo não tinha um mau-humor tão grande como o de hoje! Motivos não me faltam, mas também nunca me faltaram. Sou aquele tipo de pessoa que sempre acorda de mau-humor, sem motivo nenhum. Ou melhor: Eu acordo de ótimo humor, só não gosto que falem comigo. E tanto na casa dos meus pais, como agora na casa das minhas filhas as pessoas vêem aquela minha cara meiga e acham que podem começar o dia delas me entrevistando!
Mexem em vespeiro. O meu mau-humor é inevitável depois da terceira pergunta. E se não respondo com palavras o faço com faíscas que saem dos meus olhos e não deixam dúvida. É melhor parar com o questionário e me deixar quieta. Ninguém entende que eu penso, logo não respondo. Não consigo pensar e responder ao mesmo tempo. Ao acordar penso em um montão de coisas e respondendo perguntas o meu raciocícinio é interrompido para dizer, onde está o pão, mesmo sabendo que o indivíduo não vai achar!
Mas hoje eu não acordei de mau-humor. Fui ficando.
Não bastasse ver a cara do Arruda e dos 40 ladrões a toda hora na tv. Também tinha o Lula que tudo sabe e na opinião dele, e só na dele, uma imagem não fala mais do que mil palavras ( será que o dicionário dele chega a ter quinhentas palavras?)
Eu não esqueço que além do bordão" nunca antes na história etc e tal", tem o bordão: "Veja Bem".
Sei que sou rabugenta (acho esta palavra linda), mas mesmo assim me acostumei aos escândalos do governo Lula.
Tudo começou. Digo a casa caiu quando Duda Mendonça ( o responsável pela imagem do "lulinha Paz e Amor") foi pego em flagrante numa rinha de galos.
Este escândalo foi pinto, em relação ao que estaria por vir.
Não preciso enumerar aqui enscândalo por escândalo, porque mesmo quem não sabe ler tá careca de ouvir.
O meu mau-humor se deve a indústria da cpi e do impinchamento.
Todas as vezes que surge um novo escândalo sinto um arrepio.
Imagino aqueles enormes volumes de processos, com cópias. Uma quantidade de papel que qualquer dia desses vai acabar com a Floresta Amazônica antes do fim do mandato. Isso sem contabilizar os copinhos descartáveis, para o cafezinhos etc e tal e infinito e além. Toalhas (para secar as mãos) Papel higiênico para quem, bom deixa pra lá. E mais papel para fazer as falsas concorrências de compras disso tudo.
Disse que estou de mau-humor e vou parar por qui, meu teclado não tem culpa de nada.
A candidata Dilma tem sorte, porque as urnas são eletrônicas e não precisam daquele papelzinho para cometer o voto.
Porque me lembrei da Ministra? Acho que foi por causa do mau-humor.
Hoje não vai ter imagem.

3 comentários:

Jôka P. disse...

A coisa que mais me deixa de péssimo humor é sentir fome. Passou da hora de comer, o meu estômago avisa e eu viro imediatamente um pittbull.

bjs!

Luigi Spreafico disse...

Concordo com tudo o que você diz nessa sua linda crônica, menos que acorda de mau humor. Você não nasceu pra isso. Acho que você não está dormindo direito. Um beijo e durma bem. Luigi

Tertúlias... disse...

Voce nao vai acreditar... mas na sexta passada também passei um daqueles dias insuportáveis, no qual eu estava tao chato, que até para mim mesmo eu estava demais... será que foi alguma fase lunar, amiga?